terça-feira, 24 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
UM POUCO DE INFORMAÇÃO ÚTIL...
ESTÁ CANSADO DE CONSUMIR IDEIAS DOS OUTROS? AINDA MAIS QUANDO ESTES "OUTROS" FAZEM PARTE DE UM GRUPO ALHEIO AO SEU? JÁ NÃO SUPORTA MAIS AS MENTIRAS DA REDE GLOBO, DA VEJA, DA FOLHA...? E JÁ NÃO SABE MAIS O QUE É VERDADE OU MANIPULAÇÃO?
OU PIOR, ACHA QUE SUA OPINIÃO É SUA E DE MAIS NINGUÉM? QUE NINGUÉM INFLUENCIA E QUE A FONTE DE TODO CONHECIMENTO E FUNDAMENTAÇÃO PARA SEU DISCURSO É JUSTAMENTE A GLOBO, A VEJA, A FOLHA DE SÃO PAULO...?
CHEGOU O NOVO E REVOLUCIONÁRIO...
Bom, nem tão novo e nem tão revolucionário... mas a internet também pode ser uma aliada na construção de conhecimentos e uma consciência crítica e menos manipulada, alheia aos fatos da realidade...
Este é o meu Brasil..
Vamos ver alguns candidatos para a próxima eleição:
No Esporte:
Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- O boxeador concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador,quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) - Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) - Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) - Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal
Na Música:
Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) - Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) - Membro do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) - Integrante do KLB, concorre a deputado estadual
Faltou o Bruno... aí poderiam até lançar um novo partido chamado KLB. O que mais tem nesse país é gente safada e partido político!!!
Netinho (PCdoB-SP) - Cantor do grupo Negritude, concorre a senador (Aquele que bateu na mulher, lembram?)
Reginaldo Rossi (PDT-PE) - Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) - Integrante da dupla Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) - Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) - Funkeira, concorre a deputada federal
Na Televisão:
Ronaldo Esper (PTC-SP) - O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) - Humorista, disputa na vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) - Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) - Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) - Humorista, quer uma vaga na Câmara Federal
No Pomar:
Mulher Melão (PHS-RJ) - Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) - Suellen Aline Mendes Silva quer ser deputada federal
Veja no link a ficha de cada um destes candidatos.
http://curitibanocopo.com.br/candidatos-famosos-deste-ano/
Atente a escolaridade da "mulher pêra"...
Partidos buscam famosos para eleições em 2010
26 de abril de 2009 • 02h44 Comentários
http://noticias.terra.com.br/
No Esporte:
Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- O boxeador concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador,quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) - Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) - Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) - Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal
Na Música:
Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) - Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) - Membro do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) - Integrante do KLB, concorre a deputado estadual
Faltou o Bruno... aí poderiam até lançar um novo partido chamado KLB. O que mais tem nesse país é gente safada e partido político!!!
Netinho (PCdoB-SP) - Cantor do grupo Negritude, concorre a senador (Aquele que bateu na mulher, lembram?)
Reginaldo Rossi (PDT-PE) - Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) - Integrante da dupla Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) - Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) - Funkeira, concorre a deputada federal
Na Televisão:
Ronaldo Esper (PTC-SP) - O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) - Humorista, disputa na vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) - Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) - Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) - Humorista, quer uma vaga na Câmara Federal
No Pomar:
Mulher Melão (PHS-RJ) - Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) - Suellen Aline Mendes Silva quer ser deputada federal
Veja no link a ficha de cada um destes candidatos.
http://curitibanocopo.com.br/candidatos-famosos-deste-ano/
Atente a escolaridade da "mulher pêra"...
Partidos buscam famosos para eleições em 2010
26 de abril de 2009 • 02h44 Comentários
http://noticias.terra.com.br/
O atacante Müller, o meia Marcelinho Carioca e o volante Vampeta foram escalados para entrar em campo em 2009. Mas a atuação não será na Copa do Mundo, que acontece no próximo ano, e sim na política. Os craques vão concorrer a uma vaga de deputado federal nas próximas eleições. Após os sucessivos escândalos de corrupção no Congresso, artistas e esportistas com carreiras bem sucedidas e imagem construída sob a aura da honestidade e garra podem ser a saída dos partidos para driblar a crise de credibilidade por que passa o meio político. E, por tabela, ainda alcançar quocientes eleitorais capazes de eleger não só os candidatos famosos como outros nomes da legenda ou coligação.
A participação de ídolos do futebol e de artistas na política faz parte de uma tendência já verificada nas eleições de 2006, quando famosos como o cantor de forró Frank Aguiar e o estilista Clodovil Hernandes - morto em março após um AVC - se elegeram por São Paulo para a Câmara dos Deputados com duas das mais expressivas votações do país.
Graças a quase meio milhão de votos, Clodovil levou de carona ao Congresso outros dois parlamentares do PTC - partido trocado depois pelo PR - um deles com menos de sete mil votos. Atentos ao potencial dos artistas em arrebanhar fãs, ou melhor, eleitores, alguns partidos estão investindo em atrair personalidades para suas fileiras.
Renovação
O maior exemplo é o PTB paulista, que filiou artistas e esportistas com carreiras consagradas e prepara-os para serem o diferencial para as eleições. Além dos jogadores Müller, Marcelinho e Vampeta na disputa para a Câmara, os cantores Luiz Carlos, do grupo Raça Negra, e Teodoro, da dupla sertaneja Teodoro & Sampaio, concorrerão a uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo.
O secretário-geral da Executiva Nacional do PTB e presidente da legenda em São Paulo, o deputado estadual Campos Machado aposta na candidatura de pessoas de fora do mundo político para alavancar o partido no Estado e atrair eleitores - e para dar carona no voto para mais gente do quadro ir para Brasília.
"O objetivo é restituir a credibilidade dos políticos e transformar nosso partido no mais forte e moderno de São Paulo. A história de vida dos novos filiados é exemplar, o que pode ser um diferencial - acredita Machado.
O fenômeno não se resume ao mais populoso estado brasileiro. No Rio de Janeiro, começou o movimento pela candidatura do rapper MV Bill, ícone nas comunidades carentes da capital. A candidatura é, na verdade, um factóide, mas pode se tornar real caso o músico se empolgue com os resultados da pesquisa feita em março pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). Após sondar 1,1 mil pessoas no Estado, o levantamento revela que, para 64% dos entrevistados que o conhecem, MV Bill têm uma imagem ótima ou boa. Desse total, 27% o apoiariam para deputado federal. Candidato dos sonhos de qualquer legenda.
Palco eleitoral
Com restrições cada vez maiores tanto das prefeituras, para evitar que as cidades se transformem em lixeiras de material de campanha, como dos tribunais eleitorais para a divulgação dos candidatos, como aconteceu no Rio e em São Paulo, onde o uso indiscriminado de outdoor, faixas e pinturas em muros foi proibido nas últimas eleições, celebridades levam vantagem sobre os adversários.
"Com a imagem já construída, o artista ajuda a se eleger, e ainda tem a vantagem de não precisar de dinheiro público ou doações de fontes ilícitas. Isso o livra de compromissos que fujam ao padrão ético", afirma o cantor e vice-prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Frank Aguiar.
E nem a má fama dos políticos assusta quem não tem nada a provar, após se sagrar campeão nos campos ou ídolo nos palcos.
"Chegaram a me alertar sobre os riscos para a minha imagem, mas eu sei que não quero ser corrupto. Quero fazer da política um instrumento para melhorar a sociedade", defende Aguiar, que pretende voltar ao Congresso nas próximas eleições.
O jogador e empresário Marcelinho Carioca concorda com o agora correligionário Aguiar. "Sabemos que o conceito de político está um pouco arranhado, mas quero ajudar a mudar essa imagem de que todo político é corrupto", diz Marcelinho, que acrescenta que a transição para a política não é uma aventura.
"Não saio de uma trajetória esportiva vencedora para me aventurar. Minha carreira está chegando ao fim e escolhi a política para contribuir com a nação, com projetos nas áreas social, de educação e cultura para jovens e adolescentes", afirma.
sábado, 14 de agosto de 2010
A Globo continua a mesma. Mas o país mudou...
O show de grosseria com Dilma e o show de subserviência com Serra foram indicação de que tudo continua o mesmo na Globo, mas tudo mudou no mundo que a rodeia. O seu poder de moldar a realidade nem de longe é o mesmo.
Por Idelber Avelar
[13 de agosto de 2010 - 17h45]
William Bonner e Fátima Bernardes com certeza não terão percebido a ironia involuntária, mas os grotescos espetáculos das entrevistas (agressiva e mal educada) com Dilma Rousseff e (subserviente e omissa) com José Serra marcaram a “maioridade”, por assim dizer, o vigésimo-primeiro aniversário da manipulação mãe de todas, a fabricação de outro debate Lula x Collor (diferente do debate que aconteceu) nas salas de edição de vídeo das Organizações Globo em 1989. O show de grosseria com Dilma e o show de subserviência com Serra foram indicação de que tudo continua o mesmo na Globo, mas tudo mudou no mundo que a rodeia. O seu poder de moldar a realidade nem de longe é o mesmo.
Aqui, como em qualquer outro campo, não convém ceder ao otimismo exagerado. De todos os conglomerados máfio-midiáticos do país, a Globo é o única que mantém inegável capilaridade nacional e poderes de fogo e de barganha. Não é absurdo supor que ela foi a principal causadora da ida das eleições de 2006 para o segundo turno, com as bombásticas fotos ilegalmente obtidas de um delegado da Polícia Federal, cuja exibição exigiu que o Jornal Nacional ignorasse o maior acidente aéreo da história do Brasil.
Mas de 1989 a 2006 a 2010 o país cumpriu um ciclo, amadureceu e não é absurdo supor também que, para a maioria dos telespectadores da entrevista com Dilma Rousseff, tenha sido William Bonner quem “pagou o mico”, pareceu sem argumentos, desequilibrado e anti-jornalístico. Dilma, que havia conseguido no debate da Band um 0 x 0 que já havia estado, para ela, de bom tamanho, deu um salto no JN: educada e ao mesmo tempo firme (para lidar com tantas interrupções), amparada nos números, sabendo diferenciar fatos de factoides, a candidata marcou—e acho que pouca gente comentou isso—uma data histórica para a mulher brasileira na política.
Foi o dia em que uma candidata a presidente enfrentou ao vivo a oposição do conglomerado midiático, temperado com sexismo, respondeu à altura e deixou o atacante dando vexame, ao ponto de que a co-âncora tenha tido que lhe dar um cala a boca, com um gesto que nitidamente dizia deixe que eu a interrompo agora, você está fazendo papelão.
O fato dos co-âncoras serem um casal (o casal da TV brasileira) acrescentava um delicioso toque de ironia ao momento. Se essa não foi uma noite histórica na luta contra o sexismo na política, não sei o que foi. Portanto, ao se criticar a Globo e notar o vexame de Bonner, não há que se perder de vista o que disse NPTO no Twitter: De qualquer maneira, para quem viu 89, ver agora o JN com os caras ao vivo, sem edição, é um progresso imenso. A Globo não mudou nada mas, no mundo ao seu redor, esse “progresso imenso” fez com que o embate desta vez se desse em condições muito mais favoráveis. O jogo está longe de ter terminado, mas as trapalhadas da candidatura Serra são tais que já há indícios (não no JN, claro, mas na GloboNews) de que a própria Globo está pronta para desembarcar. É claro que, se há uma coisa que a história recente ensina, é que é sempre bom estar atento e forte.
Aqui, como em qualquer outro campo, não convém ceder ao otimismo exagerado. De todos os conglomerados máfio-midiáticos do país, a Globo é o única que mantém inegável capilaridade nacional e poderes de fogo e de barganha. Não é absurdo supor que ela foi a principal causadora da ida das eleições de 2006 para o segundo turno, com as bombásticas fotos ilegalmente obtidas de um delegado da Polícia Federal, cuja exibição exigiu que o Jornal Nacional ignorasse o maior acidente aéreo da história do Brasil.
Mas de 1989 a 2006 a 2010 o país cumpriu um ciclo, amadureceu e não é absurdo supor também que, para a maioria dos telespectadores da entrevista com Dilma Rousseff, tenha sido William Bonner quem “pagou o mico”, pareceu sem argumentos, desequilibrado e anti-jornalístico. Dilma, que havia conseguido no debate da Band um 0 x 0 que já havia estado, para ela, de bom tamanho, deu um salto no JN: educada e ao mesmo tempo firme (para lidar com tantas interrupções), amparada nos números, sabendo diferenciar fatos de factoides, a candidata marcou—e acho que pouca gente comentou isso—uma data histórica para a mulher brasileira na política.
Foi o dia em que uma candidata a presidente enfrentou ao vivo a oposição do conglomerado midiático, temperado com sexismo, respondeu à altura e deixou o atacante dando vexame, ao ponto de que a co-âncora tenha tido que lhe dar um cala a boca, com um gesto que nitidamente dizia deixe que eu a interrompo agora, você está fazendo papelão.
O fato dos co-âncoras serem um casal (o casal da TV brasileira) acrescentava um delicioso toque de ironia ao momento. Se essa não foi uma noite histórica na luta contra o sexismo na política, não sei o que foi. Portanto, ao se criticar a Globo e notar o vexame de Bonner, não há que se perder de vista o que disse NPTO no Twitter: De qualquer maneira, para quem viu 89, ver agora o JN com os caras ao vivo, sem edição, é um progresso imenso. A Globo não mudou nada mas, no mundo ao seu redor, esse “progresso imenso” fez com que o embate desta vez se desse em condições muito mais favoráveis. O jogo está longe de ter terminado, mas as trapalhadas da candidatura Serra são tais que já há indícios (não no JN, claro, mas na GloboNews) de que a própria Globo está pronta para desembarcar. É claro que, se há uma coisa que a história recente ensina, é que é sempre bom estar atento e forte.
As diferentes versões de uma notícia
Publicado em 14-Ago-2010
Os menos informados podem pensar que são notícias ... Os menos informados podem pensar que são notícias sobre companhias diferentes, ou mesmo que um dos veículos errou ao dar a notícia sobre a Petrobras, que anunciou seu resultado no segundo trimestre, com lucro de R$ 8,295 bilhões, incremento de 7% em relação ao primeiro trimestre de 2010 (R$ 7,726 bi). Enquanto a agência Reuters informou “Lucro da Petrobras no 2o trimestre fica acima do esperado”, relatando que o bom desempenho da economia brasileira elevou as vendas no mercado local e impulsionou os ganhos da petroleira, advinhem qual é o título que a Folha de S. Paulo deu para a mesma notícia, em chamada de primeira página do jornal?
“Petrobras tem o 2º pior resultado entre petrolíferas”. É isso mesmo. Para não dar crédito ao bom desempenho da economia brasileira, a Folha noticiou o resultado trimestral da estatal informando (ou seria desinformando a melhor definição?) que a “Petrobras foi a que menos lucrou no segundo trimestre, com exceção da BP, que teve prejuízo devido ao vazamento no golfo do México”.
Nossa estatal teve receita líquida de R$ 53,6 bilhões no segundo trimestre, um acréscimo de 6% na comparação com o resultado do primeiro trimestre de 2010. No semestre, foi de R$ 104 bilhões, 19% a mais do que os R$ 87,2 bilhões do primeiro semestre de 2009. Os investimentos da Petrobras nos seis primeiros meses de 2010 totalizaram R$ 38,1 bilhões, 17% a mais do que o registrado em igual período de 2009. Será que esses números incomodam a mídia brasileira?
fonte: http://www.zedirceu.com.br
domingo, 8 de agosto de 2010
O império do consumo
por Eduardo Galeano
O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?
A explosão do consumo no mundo actual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar. A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam o ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.
O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas à luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas a insónia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.
"Gente infeliz os que vivem a comparar-se", lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideo. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. "Quando não tens nada, pensas que não vales nada", diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: "Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e vivem suando em bicas para pagar as prestações".
Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a "obesidade severa" aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel par trabalhar e para ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.
Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que vêem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um património colectivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos. Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hamburguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald's, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.
O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald's não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald's dispara hamburguers às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald's de Moscovo, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloqüência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.
Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados à liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald's viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas no 98, outros empregados da McDonald's, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.
As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo. Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juro que este ou aquele banco oferece. Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados. As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário. A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.
Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes. As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam vêem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama. Apinhados em tugúrios, a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram. Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam "porque as pessoas têm o gosto de juntar-se". Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas? O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de auto-carros e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.
O shopping center, ou shopping mall, vitrina de todas as vitrinas, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante. A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete. Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça. Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam ao centro. O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas. A cultura do consumo, cultura do efémero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os shopping centers, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é uma armadilha caça-bobos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta. A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?
A explosão do consumo no mundo actual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar. A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam o ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.
O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas à luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas a insónia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.
"Gente infeliz os que vivem a comparar-se", lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideo. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. "Quando não tens nada, pensas que não vales nada", diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: "Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e vivem suando em bicas para pagar as prestações".
Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a "obesidade severa" aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel par trabalhar e para ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.
Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que vêem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um património colectivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos. Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hamburguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald's, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.
O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald's não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald's dispara hamburguers às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald's de Moscovo, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloqüência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.
Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados à liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald's viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas no 98, outros empregados da McDonald's, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.
As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo. Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juro que este ou aquele banco oferece. Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados. As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário. A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.
Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes. As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam vêem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama. Apinhados em tugúrios, a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram. Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam "porque as pessoas têm o gosto de juntar-se". Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas? O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de auto-carros e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.
O shopping center, ou shopping mall, vitrina de todas as vitrinas, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante. A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete. Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça. Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam ao centro. O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas. A cultura do consumo, cultura do efémero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os shopping centers, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é uma armadilha caça-bobos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta. A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.
10/Maio/2010
O original encontra-se em www.resumenlatinoamericano.org , nº 2199
sábado, 7 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Artigo: “House” esculacha a ditadura da ética
13/07/2010 - 08:49 - Breno Altman / São Paulo
Os fãs respiram aliviados. Novos episódios da série médica mais aclamada do planeta começaram a ser gravados na semana passada. Apesar de especulações sobre descontinuidade, House entrará, a partir de setembro, nos Estados Unidos, em sua sétima temporada. Os brasileiros, porém, terão que aguardar até o primeiro semestre de 2011.
Criado por David Shore e originalmente exibido pela Fox desde 2004, o teledrama estrelado por Hugh Laurie alcançou, em 2008, o topo dos programas mundialmente mais assistidos: 80 milhões de espectadores em 66 países. Além do sucesso de público, acumula premiações e elogios da crítica.
A que se deve, afinal, o sucesso do clínico arrogante e niilista cujo sobrenome intitula esse campeão de audiência? Muitas poderiam ser as respostas: produção cuidadosa e sofisticada, atores refinados e carismáticos, roteiros criativos e bem-humorados. Cada episódio e cena parecem ser tratados com esmero digno de Francis Ford Copolla, talvez o melhor marceneiro da história do cinema.
Também a originalidade da trama poderia ser uma boa explicação para o fenômeno. Ao contrário de algumas séries médicas mais antigas, o enredo não se desenvolve em paralelo ao drama de saúde e à luta por sua cura. O próprio processo de diagnóstico e tratamento se constitui no nervo exposto de House, abordado como suspense típico de romances policiais e inspirado no Sherlock Holmes de Conan Doyle.
Mas não são apenas razões estéticas que dão vigor ao programa. O personagem central, um anti-herói sarcástico e insensível, provoca os espectadores a reagirem sobre a tensão entre ciência e moral. Gregory House fere quase todo o tempo as normas da ética médica, atropelando o que estiver na sua frente para identificar corretamente a doença e eliminá-la como a um inimigo no campo de batalha.
Suas atitudes são uma constante violação de conduta com pacientes e familiares, colegas e superiores. Submete tudo e a todos ao objetivo de sua profissão, mesmo que o preço a pagar seja o desrespeito a quem o cerca e aos portadores do mal que obstinadamente se dedica a abater. Simplesmente porque não pode haver obstáculo moral à ação científica.
House não atua dessa forma por carreirismo ou vantagens materiais, apenas por compromisso com sua causa. Médico consagrado, vive e trabalha como um estóico. Dirige carros velhos ou motocicletas. Mora em apartamentos simples e antigos. Não ostenta riqueza, somente excentricidades. Tampouco admite complacências que contrariem seus princípios, que aos demais se apresenta como estranho código amoral.
Eventualmente porque o personagem encarne o axioma maquiavélico sobre os fins justificarem os meios. Seu olhar sobre regras é utilitário. Como se fossem um pacto de convivência que, muitas vezes, bloqueia ou atrapalha a guerra contra enfermidades. Quando é conveniente para sua ação, as respeita. Mas não teme ultrajá-las sem piedade nos momentos que se colocam como empecilhos.
Comparado a outros heróis de novelas médicas - geralmente bonitos, generosos e amistosos -, o doutor House é refém da misantropia. Ainda que trabalhe em equipe, quase sempre rejeita aproximações pessoais. Seus vínculos são com ideias e resultados, que se sobrepõem a sentimentos e afetividades.
A parábola com a política parece inevitável. Gregory House subordina ética à ciência da mesma forma que a esquerda, por exemplo, é acusada pelos liberais de submeter moral à ideologia. A narrativa da série, pelos passos do protagonista, de fato referenda como hipótese a natureza essencialmente conservadora da moralidade, ainda que seja um indispensável marco civilizatório.
Valores perenes e universais, forjados no passado, estabeleceriam um freio ao desenvolvimento se transformados em ditadura sobre a ação humana e científica. House, que esculacha com esse pressuposto em sua atividade profissional, oferece uma alternativa, às vezes esboçada no final de cada episódio. A moral deve estar subjugada aos objetivos científicos, mas não é o mesmo que descartá-la. Trata-se de reconstruí-la, a cada momento, conforme os interesses concretos da humanidade e seus microcosmos.
E por aqui ficamos. Afinal de contas, House não é uma mesa-redonda sobre filosofia. Basta ser o que é: entretenimento inteligente, de alta qualidade, que faz pensar. Um raio no monótono céu azul do multiculturalismo e do politicamente correto, cujo cardápio de boas maneiras frequentemente anestesia o debate de questões fundamentais.
*Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi
sábado, 24 de julho de 2010
Ele pediu desculpas! (que diferença...)
Depois de sofrer represálias por falar mal do Brasil, durante um debate na feira Comic-Con, em San Diego, na quinta-feira, 22, Sylvester Stallone se desculpou publicamente nesta sexta, 23, através de um comunicado oficial enviado pela assessoria de imprensa nacional do filme "Os Mercenários".
"Peço sinceras desculpas às pessoas do Brasil e à comissão deste filme. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e contei aos meus amigos sobre essas filmagens. Ontem, estava tentando fazer humor e isso saiu de uma maneira errada. Não tenho nada além de respeito por esse grande país que é o Brasil. Novamente, peço desculpas. Com amor, Sly", disse ele.
Durante a feira, o ator chegou a dizer que filmar no Brasil foi bom "pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles diziam obrigado. Diziam 'obrigado, obrigado e leve um macaco'". A reação nos brasileiros, no Twitter, foi imediata. Durante o dia inteiro, a campanha "CALA A BOCA SYLVESTER STALLONE" ficou em primeiro lugar nos Trending Topics mundiais, como o assunto mais comentado na rede social.
Em meados 2009, o ator e produtor esteve no Brasil com sua numerosa equipe para rodar cenas do longa de ação. As principais locações eram na cidade do Rio de Janeiro. "Os Mercenários" tem a participação da atriz mexicana naturalizada brasileira Giselle Itié.
Nada como a espontaneidade: ele disse o que pensava, o que muitos pensam, mas pela represaria, decidiu "pedir desculpas", e o que mudou?
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O Brasil pelos norte-americanos...
Após filmar no Rio de Janeiro, Sylvester Stallone ironiza brasileiros
Sylvester Stallone Após gravar cenas do filme "Os Mercenários" no Brasil, Sylvester Stallone fez declarações nada agradáveis sobre o país. De acordo com a "Variety", durante a divulgação do filme no
Comic-Con 2010, em San Diego, nos Estados Unidos, o ator foi sarcástico em relação à receptividade dos cariocas.
"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles diziam obrigado. Diziam 'obrigado, obrigado e leve um macaco'. Pudemos explodir vários prédios e todos ficaram felizes e ainda
trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo", disse.
DEPOIS DE 'CALA A BOCA GALVÃO', 'CALA A BOCA STALLONE' GANHA O TWITTER
O ator, que já havia deixado escapar problemas com a equipe de filmagem do país, comentou ainda sobre a seguraça do local. "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro [fazendo referência ao BOPE]; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar", completou.
"Os Mercenários" tem a participação da atriz brasileira Giselle Itié, que em recente conversa com o TE CONTEI falou sobre o clima nos bastidores das filmagens e a preparação para o personagem: "O Stallone
é incrível. Me senti super em casa. Ele deixa o ator super livre pra criar o personagem. Foi ótimo. Eu tive que interpretar uma personagem que vivia numa ditadura. Não tinha como ser assim, saudável. Mas eu já engordei tudo o que tinha emagrecido de novo!".
Sylvester Stallone em ação durante filmagens de 'Os Mercenários', no Rio de Janeiro (Gil Rodrigues/ Photo Rio News) Além de Stallone e Giselle, "Os Mercenários" tem participação de Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Mickey Rourke e Dolph Lundgren. Durante sua estadia no Brasil, Sylvester Stallone filmou cenas do longa-metragem em Mangaratiba, Rio de Janeiro. O filme tem previsão de estreia em agosto deste ano.
LEIA TAMBÉM
DJ DE 50 CENT DIZ QUE BRASIL É CONHECIDO POR MULHERES, AIDS E FUTEBOL
"Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!!", receptivo como nenhum povo, a ponto de valorizar mais o estrangeiro do que o nacional, se acha um povo maravilhoso e conhecido mundialmente como o país do futebol, o melhor (como se isso fosse um adjetivo ao país). Mas que ainda é visto como o país selvagem, sem educação, violento, do futebol, mulheres e carnaval...
Faz uma comunidade no Twitter "um cala a boca" que não muda em nada a imagem que o país tem no exterior: basta ver o link do artigo seguinte.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
E.CO - COLETIVOS FOTOGRÁFICOS LATINO-AMERICANOS E EUROPEUS
Mostra em SP apresenta trabalhos de coletivos fotográficos de 20 países
O Centro Cultural São Paulo (CCSP) promove, até 29 de agosto, a mostra "E.CO - Coletivos Fotográficos Latino-Americanos e Europeus". Com curadoria do espanhol Claudi Carreras, a exposição chega ao Brasil apresentando ao público a produção fotográfica de 20 grupos de artistas de 20 países, como Espanha, França, Alemanha, Argentina, Itália e Brasil.
O objetivo do projeto é criar um espaço de reflexão onde os coletivos possam debater sobre novos métodos para mostrar seus trabalhos e gerar novas estratégias de produção para seus projetos.
O 1º Encontro de Coletivos Fotográficos Iberoamericanos foi organizado pelo Centro Cultural de Espanha - AECID - em São Paulo, em dezembro de 2008, a partir de uma ideia original de Claudi Carreras. Naquela ocasião, São Paulo recebeu a exposição itinerante, que circulou por toda a América Latina.
Este ano, a segunda edição do encontro apresenta uma seleção dos grupos mais significativos do panorama, que trabalham especialmente nos âmbitos de ação documental ou social. Os coletivos foram convidados a desenvolver um projeto sobre o tema "Meio Ambiente", como parte central da proposta. O fruto deste trabalho poderá ser visto na exposição do Centro Cultural São Paulo.
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"E.CO - COLETIVOS FOTOGRÁFICOS LATINO-AMERICANOS E EUROPEUS"
Quando: até 29 de agosto de 2010
Onde: Centro Cultural São Paulo - Piso Flavio de Carvalho (rua Vergueiro, 1.000, São Paulo-SP; de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h)
Quanto: Grátis
Informações: 0/xx/11/3397-4002 e site do Centro Cultural São Paulo
Mais imagens da exposição:
http://entretenimento.uol.com.br/album/coletivos_ccsp2010_album.jhtm#fotoNav=1
O Centro Cultural São Paulo (CCSP) promove, até 29 de agosto, a mostra "E.CO - Coletivos Fotográficos Latino-Americanos e Europeus". Com curadoria do espanhol Claudi Carreras, a exposição chega ao Brasil apresentando ao público a produção fotográfica de 20 grupos de artistas de 20 países, como Espanha, França, Alemanha, Argentina, Itália e Brasil.
O objetivo do projeto é criar um espaço de reflexão onde os coletivos possam debater sobre novos métodos para mostrar seus trabalhos e gerar novas estratégias de produção para seus projetos.
O 1º Encontro de Coletivos Fotográficos Iberoamericanos foi organizado pelo Centro Cultural de Espanha - AECID - em São Paulo, em dezembro de 2008, a partir de uma ideia original de Claudi Carreras. Naquela ocasião, São Paulo recebeu a exposição itinerante, que circulou por toda a América Latina.
Este ano, a segunda edição do encontro apresenta uma seleção dos grupos mais significativos do panorama, que trabalham especialmente nos âmbitos de ação documental ou social. Os coletivos foram convidados a desenvolver um projeto sobre o tema "Meio Ambiente", como parte central da proposta. O fruto deste trabalho poderá ser visto na exposição do Centro Cultural São Paulo.
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"E.CO - COLETIVOS FOTOGRÁFICOS LATINO-AMERICANOS E EUROPEUS"
Quando: até 29 de agosto de 2010
Onde: Centro Cultural São Paulo - Piso Flavio de Carvalho (rua Vergueiro, 1.000, São Paulo-SP; de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h)
Quanto: Grátis
Informações: 0/xx/11/3397-4002 e site do Centro Cultural São Paulo
Mais imagens da exposição:
http://entretenimento.uol.com.br/album/coletivos_ccsp2010_album.jhtm#fotoNav=1
sábado, 17 de julho de 2010
SÃO THOMÉ DAS LETRAS - MG (EU RECOMENDO!!)
Cidade
São Thomé das Letras está localizada no pico de uma montanha de pedra, incrustada na Serra da Mantiqueira, a 1.444 metros do nível do mar. O céu é muito azul e a cidade é envolvida por um vale intensamente verde, onde se escondem magníficas grutas, cachoeiras, cavernas sem fim e ladeiras onde os carros sobem sozinhos.
Vindo por Três Corações, acesso por estrada toda asfaltada, o branco prateado das pedras transformadas em alimento faz lembrar montanhas cobertas de neve. Vindo por Baependí, pelo Caminho Velho da Estrada Real, vislumbra-se o muro natural das pedras guardiãs, que faz lembrar a Cidade dos Incas.
A História
A lenda que deu origem a toda a história da cidade de São Thomé das Letras aconteceu em uma gruta.
“João Antão escravo da Fazenda Campo Alegre, cujo romance com a irmã de seu senhor, o Capitão João Francisco Junqueira, havia sido descoberto, cansado dos maus tratos, refugiou-se em uma gruta no alto da serra, onde passou a viver da pesca, frutos e raízes da região.
Um dia um senhor de vestes brancas apareceu para o escravo lhe entregando um bilhete e dizendo que, se ele o entregasse ao capitão, este o perdoaria.
Ao ler o bilhete, o Capitão lhe ordenou que o levasse até a gruta, onde encontraram uma imagem de São Tomé entalhada em madeira.
João Francisco, homem profundamente religioso recolheu a imagem e a levou para casa.A imagem sumiu e reapareceu na gruta por várias vezes.
Acreditando ser um milagre, o Capitão mandou erguer uma capela no local, onde, em 1785, foi construída a Igreja Matriz, originando assim o povoado; dizem que o filho do Capitão, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, título este concedido por D. Pedro II, foi sepultado debaixo do altar da igreja.
A igreja, construída em estilo barroco, abriga em sua nave principal a pintura do mestre Joaquim José da Natividade, altares em estilo rococó e várias imagens de madeira do século XVIII.
A origem do nome da cidade deve-se à aparição do santo e às inscrições rupestres encontradas na entrada da gruta que não se sabe terem sido feitas pelos índios cataguases antigos moradores da região ou se são palavras deixadas pelo santo.
As construções que caracterizam a cidade, feitas com as próprias pedras extraídas no local, cuidadosamente cortadas e empilhadas uma a uma, sem qualquer tipo de argamassa, oferecem segurança e firmeza, como as construções do século XVIII.
Com base na economia local, que é 60% oriunda da extração de pedras de quartzito, usadas no revestimento de casas, passeios, piscinas, e hoje exportadas para vários países da Europa, a cidade ficou conhecida como “cidade de pedra”.
As lendas, histórias e preceitos iniciáticos formam um clima esotérico na cidade, tornando-a conhecida como a cidade mística do Brasil, mas a vida dos seus moradores é bem simples, típica do interior de Minas.
Devido a esse estranho fascínio que a cidade exerce nas pessoas que a visitam, São Thomé das Letras vem, ao longo dos anos, desenvolvendo o turismo. Em 7 de março de 1996, recebeu o selo de potencial turístico, concedido pela EMBRATUR, passando a integrar oficialmente o rol das principais cidades turísticas do Sul de Minas, pertencendo também ao maior projeto turístico já realizado em Minas Gerais, a Estrada Real .
Hoje, a cidade conta com uma infra-estrutura capaz de receber bem o mais exigente turista. Restaurantes, pousadas, asfalto até a cidade, estação rodoviária, um excelente centro de eventos capaz de abrigar quase 18 mil pessoas e um amplo salão para festas e convenções.
Destacando-se pela beleza exótica de suas pedras, rica em cachoeiras, casarões antigos, mistérios, aparições, trilhas e montanhas, a cidade oferece muitas boas opções para você apreciar.
Algumas fotos que tirei, julho de 2010...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Olha só a confusão...
About New York
A Brazilian Twitter Campaign That Really Is for the Birds
Relatedhttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1368832326963000429
Times Topic: Jim Dwyer
Taken together, these were all factors that made him vulnerable to one of history’s most successful cyberpranks.
A copywriter with the J. Walter Thompson advertising agency in Midtown, Mr. Shanks had been meaning to ask his Brazilian colleagues about a mysterious Portuguese phrase he had seen posted on Twitter for several days: “Cala Boca Galvão.” It was one of the top trending topics on Twitter, meaning that thousands of people were passing it along every hour.
He called out to Thiago Cardoso, an associate creative director at the agency, who grew up in Brazil.
“What is this cali-bing-gala?” Mr. Shanks asked, mangling the words.
“You mean Cala Boca Galvão?” Mr. Cardoso, 29, said. “You really don’t know, dude? Let me show you something.”
He clicked on a YouTube video.
“Help us save the Galvão birds,” the announcer said, his voice seeming to come right out of a BBC broadcast.
The rare Galvão bird, native to Brazil, was endangered, he continued. About 300,000 a year were slaughtered for their feathers during Carnival. Climate change was killing more. But there was hope: a scientist had a project to rescue the birds. Amazingly, anyone could help — just by putting up a post on Twitter.
“Every tweet with Cala Boca Galvão generates a donation of 10 cents to the Galvão Birds Foundation,” the video announcer said. “One second to tweet. One second to save a life. Galvão Institute. For a better world.”
Mr. Cardoso looked solemnly at Mr. Shanks. “Do your part, dude,” he said.
How exactly a Twitter post would generate 10 cents was not explained, but as Mr. Shanks said on Tuesday, “the last thing I wanted to do was insult a bird that held a lot of pride for the Brazilians.”
Joining a worldwide throng, Mr. Shanks posted the words “Cala Boca Galvão.”
They actually have nothing to do with an endangered bird.
The phrase refers to Brazil’s leading sports announcer, Galvão Bueno, a man who, to the ears of some Brazilians, is a bombastic cliché machine. On Friday, the first day of the World Cup, someone posted the phrase on Twitter.
Translation: “Shut up, Galvão.”
Another Brazilian expatriate in New York, Felipe Memoria, said that Mr. Bueno, as the leading sportscaster on the largest television network in the country, was able to hold the soccer-crazed nation hostage to his line of patter. “The majority of people would like to make fun of Galvão,” Mr. Memoria, 32, said. “They also love to take over things like Twitter.”
So all day on Friday, Brazilians were posting the shut-up comment. Inevitably, others asked what the words meant. That was when the real mischief began. At 2 a.m. on Saturday, a Brazilian wrote in English that it was a bird. (In fact, the Portuguese word for hawk, “gavião,” is close to Galvão.) An online petition to save the bird was published; a flier was circulated promising 10-cent donations for each post. The Brazilian author Paulo Coelho wrote on Twitter: “CALA BOCA GALVÃO is the Brazilian version of a homeopathic remedy SILENTIUM GALVANUS.”
By dawn Saturday, Fernando Motolese, a comedian and audiovisual producer in São Paulo, Brazil, had started work on his one-minute video. He recruited a British actor, Stewart Clapp, to do the voice-over. “It took about 32 hours to make, without sleep,” Mr. Motolese said by phone on Tuesday. The video rallies support for a Brazilian scientist who has devised a special birdhouse to protect the few remaining Galvãos.
The video, posted Sunday night on a Brazilian humor blog and also YouTube, has been viewed a half-million times. By Tuesday evening, “Cala Boca Galvão” remained the leading Twitter subject in the world.
“It is an insider joke by an entire country,” Mr. Cardoso said, a triumph more satisfying to many Brazilians than the lame 2-to-1 victory their team managed over North Korea on Tuesday.
According to published reports, the target of the campaign, the broadcaster Galvão Bueno, doesn’t mind the joke.
He had better not. Drawing on another Internet gimmick, a movie clip of Hitler, ranting in German, has been given fresh subtitles to show him responding to the “Cala Boca Galvão” phenomenon. He is not amused.
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