sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ATIVIDADE FILOSOFIA 1º ANO


Liberdade dos antigos:
Consistia em exercer coletiva, mas diretamente, várias partes da soberania inteira, em deliberar na praça pública sobre a guerra e a paz, em concluir com os estrangeiros tratados de aliança, em votar as leis, em pronunciar julgamentos, em examinar as contas, os atos, a gestão dos magistrados; em fazê-los comparecer diante de todo um povo, em acusá-los de delitos, em condená-los ou em absolvê-los; mas, ao mesmo tempo em que consistia nisso o que os antigos chamavam liberdade, eles admitiam, como compatível com ela, a submissão completa do indivíduo à autoridade do todo. Não encontrareis entre eles quase nenhum dos privilégios que vemos fazer parte da liberdade entre os modernos. Todas as ações privadas estão sujeitas a severa vigilância.
Liberdade dos modernos:
É para cada um o direito de não se submeter senão às leis, de não poder ser preso, nem detido, nem condenado, nem maltratado de nenhuma maneira, pelo efeito da vontade arbitrária de um ou de vários indivíduos. É para cada um o direito de dizer sua opinião, de escolher seu trabalho e de exercêlo; de dispor de sua propriedade, até de abusar dela; de ir e vir, sem necessitar de permissão e sem ter que prestar conta de seus motivos ou de seus passos. É para cada um o direito de reunir-se a outros indivíduos, seja para discutir sobre seus interesses, seja para professar o culto que ele e seus associados preferem, seja simplesmente para preencher seus dias e suas horas de maneira mais condizente com suas inclinações, com suas fantasias. Enfim, é o direito, para cada um, de influir sobre a administração do governo, seja pela nomeação de todos ou de certos funcionários, seja por representações, petições, reivindicações, às quais a autoridade é mais ou menos obrigada a levar em consideração. (CONSTANT, De la liberte chez lês modernes. p. 495.)
Marx e a Liberdade
Marx foi um defensor das liberdades políticas e individuais, mas, obviamente, não o foi pela via do liberalismo clássico e do seu conceito de liberdade − dos quais sempre foi crítico contundente −, mas sim pela idéia de emancipação humana, de liberdade como não-dominação e não limita os fins da vida política à instrumentalidade jurídica da proteção (formal) da liberdade individual. A liberdade humana, tal qual propõe Marx, incorpora o pensamento, a ação e a produção. É a liberdade que, sendo do indivíduo enquanto ser-comunitário efetiva-se na comunidade política mediante a luta contra os mecanismos de dominação e alienação da liberdade humana, aderente à condição do indivíduo como ser social. A restrição que Marx faz ao Estado de direito burguês, enquanto abstração da condição básica da sociabilidade humana atrelada à imediatidade do viver-junto dos homens, é que este Estado acaba, por força da sua estrutura burocratizante e da redução do político aos aspectos jurídicos, representando os interesses de uma parcela da sociedade e, nessa medida, é impotente para garantir os fins maiores e universais da coletividade. Pelo contrário, ele se constitui em fator de alienação e de dominação, mediante a “astúcia” política da representação ideológica de interesses particulares.
Para Marx, não há liberdade sob a dominação das forças egoístas da sociedade civil, ou do Estado que incorpora simbolicamente os indivíduos, mas que na verdade os exclui da vida política subtraindo-lhes a soberania. A superação dessa condição de perda da liberdade pela dominação é chamada, por Marx, de emancipação humana.
Se considerarmos que a sociedade contemporânea encontra-se muito distante dos ideais de liberdade individual e política que se propagam quase que tão-somente através de discursos edificantes que não encontram correspondência na realidade, justamente porque a sociedade permanece submetida às estruturas de dominação do capitalismo e do formalismo arbitrário do estado de direito burguês, podemos concluir que, as categorias de análise de Marx − tanto dos textos da juventude como dos da maturidade − se interpretadas de forma não ortodoxa, podem oferecer alternativas muito interessantes à filosofia política.
Marx e a Emancipação Humana
Considerando as formas de alienação e dominação religiosa, política e econômica, pode-se dizer que a questão nuclear da filosofia política do Marx é a emancipação humana e que a consolidação dessa matriz do seu pensamento se dá através de uma novidade − a exigência de que tal busca aconteça, concomitantemente, no plano das criações conceituais e da ação política transformadora.
Nos Manuscritos econômico-filosóficos, Marx expressa com clareza a sua idéia de que a emancipação humana se daria pelo reencontro do homem com ele mesmo. A superação da alienação passa, necessariamente, pelo rompimento dos elos de dominação do sistema capitalista, da propriedade privada e pela instalação do comunismo. “O comunismo é a supra-sunção (Aufhebung) positiva da propriedade privada, enquanto estranhamento-de-si (Selbstentfremdung) humano, e por isso enquanto apropriação efetiva da essência humana pelo e para o homem”. (MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. p.105) A questão de Marx é que a alienação produzida pela propriedade privada na ideologia e nas formas de dominação do capitalismo separa o homem, enquanto indivíduo, da sua condição e consciência genérica e, portanto, da sua capacidade de construir uma vida política. Ora, sem a ação política, a liberdade individual torna-se uma impossibilidade ou, no máximo, toma a forma de uma ilusão.
A emancipação só pode ser concebida em termos da conquista da igualdade. Nesse sentido, a liberdade política significa poder político do povo, em sua oposição ao poder do Estado de direito burguês. Marx faz a crítica ao Estado, sobretudo no que se refere ao formalismo jurídico. A igualdade é garantida na lei, mas a lei não se efetiva na prática. A objeção de Marx é que esse formalismo estatal que se apresenta, aliás, como meio de emancipação política, não passa de uma ilusão, porque mantém o indivíduo alienado, porque não promove a esfera realmente pública e a cidadania.

- Compare a idéia de emancipação defendida por Marx com a idéia de liberdade Antiga e Moderna (liberalismo). - Reflita sobre o como esta liberdade ou emancipação acontece ou não atualmente.

            Texto: mínimo de 1 lauda (página).

sábado, 16 de outubro de 2010

EU RECOMENDO!!!! Polícia e políticos são os alvos em "Tropa de Elite 2"

Não se iluda pela gravata: apesar de maduro, Nascimento tem seus momentos de capitão em "Tropa de Elite 2"
Nenhum personagem foi tão celebrado no ano de 2007 quanto o capitão Nascimento, papel de Wagner Moura em "Tropa de Elite". A postura rígida do oficial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), fruto de seu repúdio por traficantes, usuários de drogas e policiais corruptos, caiu no gosto dos brasileiros, além de uma série de jargões curiosos – não necessariamente do personagem, mas tão envolventes quanto se fossem.
O boca a boca foi a melhor divulgação do longa-metragem, pirateado e assistido bem antes de sua estreia oficial nos cinemas, e seu ápice foi a vitória no Festival de Berlim de 2008, de onde o diretor José Padilha saiu com o Urso de Ouro de melhor filme.
Agora, três anos depois de todo o alvoroço, "Tropa de Elite 2" chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira com a expectativa de mais sucesso, mais jargões e mais atitudes severas do capitão Nascimento – desta vez não apenas como integrante do BOPE, mas atuando como subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança da cidade do Rio de Janeiro.
Logo no início o filme mostra uma rebelião no presídio de Bangu I, chefiada pelo traficante Beirada (Seu Jorge). Toda a operação que envolve o fim do problema serve de pretexto para reapresentar personagens do primeiro filme, como o próprio Nascimento e seu pupilo, André Matias (André Ramiro), e introduzir novos, como o acadêmico e defensor dos direitos humanos Diogo Fraga (Irandhir Santos).
Após um desfecho trágico, o então tenente-coronel Nascimento é promovido para a Secretaria de Segurança – a contragosto do secretário e do próprio governador, mas como explica o próprio policial, "a opinião pública gosta de ver bandido morto". E essa afirmação resume bem a diferença do que a plateia vai encontrar nessa nova história: sem os ladrões de regata e chinelo, entram os de terno e gravata.
Se no primeiro filme o diretor José Padilha deixou transparecer no BOPE uma solução para o problema da violência no Rio de Janeiro, agora o cineasta desfaz o mal entendido e mostra que ao matar traficantes, "os caveiras" colaboram com outro lado do sistema: as milícias.
Formadas por policiais corruptos, elas assumem as favelas cariocas extorquindo dinheiro de comerciantes e moradores – quase sempre de maneira tão ou mais brutal que os traficantes que ali viviam. E é aos poucos que Nascimento descobre que seu trabalho de duas décadas no BOPE foi insuficiente – e a recompensa amarga: enquanto no plano profissional ele é obrigado a conviver com a lama política, no pessoal o relacionamento com o filho é posto em xeque pelos questionamentos de sua ex-mulher e o novo marido.
"Tropa de Elite 2" é mais pesado que seu antecessor, pois reflete o lado mais perverso da criminalidade no Brasil: a corrupção. É mais fácil para o público assistir à tragédia do criminoso de chinelo, que invariavelmente acaba preso ou morto, do que acompanhar o desenlace do criminoso de gravata, que após um tempo distante da mídia ressurge em santinhos da próxima eleição – e ainda consegue votos.
As palmas no término da exibição do filme, exibido na noite desta terça-feira no Teatro Municipal de
Paulínia, indicam que José Padilha acertou novamente. E o público pode ficar aliviado: apesar de
amadurecido e amargurado, o subsecretário Nascimento ainda tem seus momentos de capitão Nascimento.

TRAILER DO FILME




"Nascimento é um personagem clássico da tragédia grega"

Wagner Moura analisa o papel do oficial do BOPE na sequência do sucesso "Tropa de Elite"

Após a premiére do filme realizada na última terça-feira (05.10) em Paulínia, interior de São Paulo, o ator Wagner Moura e o diretor José Padilha conversaram com jornalistas sobre o retorno do capitão Nascimento em "Tropa de Elite 2".

O ator comparou o papel do policial em ambos os filmes e defendeu uma continuidade da carga dramática do personagem, comparando situações de "Tropa de Elite" com sua sequência, que estreia esta sexta em 661 salas de todo o País.
"Nós decidimos que o Nascimento teria mais consciência - e quanto mais consciente ele se torna, pior ele fica, pois percebe que dedicou a vida inteira a uma coisa que ele julgava nobre como propósito, mas que não seria a população, mas sim ao Estado - mentiram pra ele", explicou o ator.

Veja abaixo Wagner Moura definindo o capitão Nascimento em "Tropa de Elite 2":


"Minha lealdade como cineasta não é ao Estado", diz José Padilha

Diretor de "Tropa de Elite 2" ataca a pirataria e defende o cinema político em coletiva

 

Em coletiva realizada na manhã desta quarta (06.10), no Theatro Municipal de Paulínia, interior de São Paulo, equipe e elenco do filme "Tropa de Elite 2" demonstraram ansiedade em saber a opinião dos jornalistas sobre a sequência do sucesso de 2007, "Tropa de Elite".
A expectativa, que já era alta, aumentou vigorosamente após o término da primeira projeção, ocorrida na noite anterior, que foi ovacionada pelo público. Isso, somado à notícia de que o longa vai estrear nesta sexta (08.10) em 636 salas, promete gerar uma discussão quente sobre temas espinhosos de política e sociedade brasileiras, não por acaso permeados pela corrupção.

A estrela da coletiva foi o cineasta José Padilha, conhecido por seus trabalhos politizados, como os documentários "Ônibus 174" (2002) e "Garapa" (2008) - e também pelo primeiro "Tropa de Elite". Com o discurso afiado, o diretor alegou não ter sentido haver pressão em sua realização por estar lidando com dinheiro de incentivo fiscal.

"O financiamento público não é um financiamento do Estado. É um financiamento do público. O Estado não produz riqueza nenhuma. O Estado cobra impostos. Então a minha lealdade como cineasta não é para o Estado, pois não me sinto financiado por ele. Me sinto financiado pelos milhões de brasileiros que pagam seus impostos, compram produtos e geram lucros para as empresas que aplicam no audiovisual. Então o comprometimento é com o meu público", explicou.
Padilha deixou claro que acredita no cinema político e no poder de um filme - ou um conjunto de filmes - interferir na realidade e provocar uma reação, tanto do público quanto de pessoas que ocupam "cargos chave" do governo.

"Alguns políticos reagiram ao filme antes mesmo do lançamento, dizendo 'eu não sou o deputado tal', 'eu não sou o governador do filme'. O fato é que o roteiro aborda acontecimentos modificados, mas reais. Houve uma rebelião em Bangu, políticos do Rio estão em fotos com milicianos de verdade, existiu um pedido de CPI que foi aberto só após a pressão da mídia... O governador do filme não é um governador, pois esses acontecimentos passaram por governos diferentes, mas alguns políticos insistem em se identificar", disse.

Outra questão levantada envolve a data de lançamento do filme, que chega aos cinemas do país em meio ao segundo turno da disputa pela presidência da República. "O ano estava difícil para datas, pois tínhamos uma Copa do Mundo e logo depois as eleições. E mais tarde tem a estreia do novo 'Harry Potter', o que diminuiria bastante o número de salas. Tínhamos duas datas: 03 de setembro e 08 de outubro. Como o filme não ficou pronto em setembro, lançamos agora", explica Padilha.

Quanto a uma possível influência de "Tropa de Elite 2" no segundo pleito, o diretor revelou um certo pessimismo, alegando que "tudo o que o filme trata infelizmente continuará sendo verdade antes e depois dessa eleição." "Se o filme fizer a Dilma ou o Serra falarem de segurança pública, estou feliz."

Esquema de segurança e criação coletiva

Em meio a muitas perguntas políticas, José Padilha jogou até em si a culpa de não se falar tanto do filme como cinema. Mas quando o fez, desmistificou o curioso processo de segurança para impedir que o filme fosse pirateado - como ocorreu com o primeiro "Tropa de Elite".

"O que aconteceu no primeiro filme foi um trauma", explicou o ator Wagner Moura. "Era revoltante ouvir pessoas dizendo que nós vazamos a cópia para promovê-lo ou que era um jeito de democratizar o audiovisual. Mas o que aconteceu foi um roubo", desabafa.
Na sequência, Padilha atacou a pirataria, elencando diversos motivos para condená-la, como a sonegação fiscal, competição ilegal e corrupção de autoridades. "Não dá para aceitar que o Ministério da Cultura aceite a pirataria dessa forma, por isso montamos um esquema de segurança."

"Onde existia o filme em formato digital havia câmeras, senhas de acesso e nenhuma conexão de internet. Finalizamos o longa apenas em película, então para roubá-lo a pessoa precisaria pegar sete rolos enormes de negativos, exibir o filme no cinema e filmá-lo com uma câmera", disse o cineasta.

Após sua conclusão, "Tropa de Elite 2" teve todas as cópias numeradas, o que facilitaria a identificação do cinema que deixar o filme vazar - caso isso aconteça após seu lançamento. "É caro tomar essas medidas, aumentou bastante o nosso orçamento, mas as leis do Brasil são coniventes com quem pirateia", encerrou.

Outro ponto abordado por Padilha foi a criação coletiva de um longa. De acordo com ele, o diretor não é autor do filme, pois está sujeito a “insights” constantes de outros membros da equipe e elenco, que colaboram para a realização da fita.

"O cinema brasileiro tem melhorado muito nos últimos tempos, e isso não quer dizer que os diretores melhoraram, mas sim que as equipes técnicas têm melhorado. Se eu quiser estragar o filme, os outros não vão deixar."

Para evitar o que ocorreu no filme anterior, que acabou sendo montado duas vezes, o diretor pediu que o montador Daniel Rezende participasse de todo o processo de filmagem, fato considerado incomum no cinema e que reforça a tese de criação coletiva de Padilha.

"Unir a pós-produção com é pré-produção é algo que não costuma acontecer. Nunca ouvi história de montador no set - uma facção inclusive diz que o montador deve se distanciar das filmagens, manter seu olhar fresco, mas, neste caso, ajudou bastante", contou Daniel.

Veja abaixo trechos da coletiva do filme:




fonte: www.ultimosegundo.com.br

15 de outubro de 2010 23:27

Ator José de Abreu causa polêmica no Twitter com duras críticas a Serra

Redação Yahoo! Brasil
O ator José de Abreu causou furor no Twitter, nesta sexta-feira à noite, com uma participação explosiva na Twitcam. Ele defendeu publicamente seu voto em Dilma Rousseff (PT) e fez diversas críticas à candidatura do tucano José Serra, a quem chamou de “fascista”. A transmissão durou mais de duas horas (terminou às 23h29) e chegou a reunir mais de dez mil pessoas.
Em seu perfil no Twitter, José de Abreu se diz “por um governo voltado aos menos favorecidos, Dilma é Lula, Lula é Dilma.”
Logo no início da transmissão, José de Abreu se justificou dizendo que, pelo contrato que tem com a Globo, não pode aparecer na TV fazendo campanha política. “Mas eu não estou na TV, estou no Twitter.”
O ator ironizou a escolha do PSDB de apontar Serra, e não Aécio Neves, como o candidato à Presidência. “Se fosse o Aécio, teríamos um problema”, disse, dando a entender que a vitória de Dilma seria mais difícil. “Valeu a pena o Serra chorar no colo do Aécio e ficar com essa. Mas, realmente, historicamente seria mais interessante uma disputa entre Dilma e Aécio, Lula e Aécio... já o Serra... bom, como disse o Ciro Gomes, Serra na campanha é certeza de baixaria.”
José de Abreu, que tomava uma cerveja durante a transmissão, concentrou suas críticas no vice da chapa de Serra, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ). O ator disse que “Serra tem problema no pâncreas e, por isso, não come em público e toma água o tempo inteiro. Já imaginou se ele morre? Para morrer, basta estar vivo. E aí assume o Indio.”
Pouco antes ele já havia dito: “Esse Índio da Costa é um... vocês acham que o Brasil merece um vice-presidente como o Indio? É uma sacanagem do Serra com o DEM. A gente achava que era sacanagem do Rodrigo Maia com o Serra, mas na verdade foi sacanagem do Serra com o DEM (a escolha de Indio). E depois falam que vice não serve pra nada.”
José de Abreu definiu Indio da Costa como “surfista do Rio”. E afirmou que, quando Índio foi perguntado em entrevista se já usara drogas, “ele se calou, ficou quieto.”
Serra se disse a favor do aborto. “Imagina a menina pobre que engravida por um acidente ou por machismo do namorado que não quis usar camisinha”. Falou também sobre liberação das drogas. “É claro que liberar a maconha vai acabar com o tráfico. Aconteceu isso na Holanda. Aliás, não é liberar, é legalizar, é ter controle.”
O ator se irritou com comentários de jovens que o criticaram por suas opiniões. “Tenho 64 anos, cinco filhos e quatro netos. É incrível ver jovens tão reacionários, atrasados, e deve até fumar um baseadinho, fica aqui me criticando. Hipocrisia é fogo.”
Sobrou até para Soninha Francine, coordenadora da campanha de Serra na Internet. Ao ironizar um internauta que se identificou como surfista e eleitor de Serra, José de Abreu disse: “Deve estar com a cabeça cheia de maconha, que nem a Soninha.” Na sequência, emendou: “Não que não exista maconheiro eleitor do PT.”
Ele se divertiu com a sugestão de um internauta: “Não, eu não vou ser Ministro da Cultura. Não quero nenhum cargo público. Nenhum cargo público pagaria o que eu ganho da Globo.”
Perguntado sobre o que achou da eleição de Tiririca para deputado federal por São Paulo, José de Abreu respondeu: “Ele tem o direito de ser eleito. Ele já roubou? Ele já foi pego roubando? Ele é palhaço, eu também sou palhaço. E tem alguém mais palhaço que o Mão Santa (senador do Piauí)?” Em outro trecho, José de Abreu chamou o ex-presidente e ex-prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, de “palhaço.”
José de Abreu foi perguntado também sobre sua amizade com o ex-ministro José Dirceu. “Sou amigo do Dirceu mesmo, assumo, fui lá defender ele em Brasília.”
Sobre seu estilo despojado, José de Abreu disse: “Não estou surtado, não. Sou assim mesmo.” Ele exibiu o copo de cerveja que bebia. “Olhem só: esta é a primeira lata Budweiser que abri. Vejam, o copo está ainda apenas pela metade (...) As pessoas se incomodam com a minha cerveja. Que caretice!”
Ele se irritou diversas vezes com as críticas de internautas que se identificavam como eleitores de Serra e o repreendiam por seus comentários. “Vocês ignorantes, burros, tapados, preconceituosos, que usam a Igreja contra a Dilma, leiam os tuítes do pessoal da Dilma e tentem crescer como seres humanos.”
Sem críticas à Rede Globo
Em outro trecho, disse ser “do interesse da direita que o povo continue sem educação. Quem não tem educação vota na direita. Quem é evoluído, quem é inteligente, vota na esquerda. Você percebe isso pelos próprios tuítes aqui. O pessoal mais evoluído vota na Dilma. Quem é ignorante grita, não sabe argumentar.”
Incitado a criticar a cobertura jornalística da Rede Globo, José de Abreu respondeu: “Não vou falar mal da Globo nem pensar. Estou lá há 30 anos. A Globo é muito boa.”
Ele comentou que estará na próxima novela das 8, “Insensato Coração”, do Gilberto Braga. “A não ser que vocês liguem pra Globo reclamando que eu sou comunista FDP. Mas a Globo não vai fazer isso.”
Collor, Sarney e o Saulo de Passione
José de Abreu também comentou as alianças feitas por Dilma com políticos como José Sarney e Fernando Collor. Sobre o primeiro, explicou que foi uma aliança necessária para que o presidente Lula passasse a ter maioria no Senado e, assim, pudesse ter projetos aprovados. “Por que o José Sarney foi tão execrado? Porque está no poder há 50 anos. Foram dois meses de pancada no Sarney, mas cadê o resultado? O que aconteceu? Foram 45 anos de poder, dois meses de câncer, e agora passou. É um supermercado de escândalos e nenhum dá nada.”
Sobre Collor, foi mais duro: “Vocês acham que a Dilma na presidência vai dar guarida ao Collor? Nem me preocupo com o Collor.”
Ele elogiou a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro, uma das principais bandeiras levantadas pelo governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) na área da segurança pública. Cabral é aliado de Dilma. “Estou sentindo uma grande diferença com essas UPPs. Acho uma boa.”
A atriz Fernanda Paes Leme perguntou sobre controle de mídia e José de Abreu respondeu: “Fê, controle da mídia não é censura, como estão falando por aí. Controle da mídia existe em todos os países desenvolvidos. Só em países atrasados não há regulamentação da mídia. Eu jamais seria a favor da censura de conteúdo. Regulamentação da mídia é outra coisa.”
Houve espaço também para perguntas bem-humoradas, como “Quem matou o Saulo em Passione?”, “O que você acha do Justin Bieber?” e “Quem é melhor para o Timão, Parreira ou Tite?”

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Fotógrafo grego vence concurso de arte sobre mudanças climáticas

As mais de mil fotos que concorreram retratam problemas como o aquecimento global e a poluição.
Um fotógrafo grego concorreu com mais de mil artistas para vencer o CoolClimate Art, um concurso internacional de obras sobre o impacto das mudanças climáticas.
Christos Lamprianis enviou uma imagem de uma menina sentada perto de uma usina termoelétrica na Grécia, que passa a ilusão de estar tampando a chaminé com a palma de sua mão.
Os concorrentes, de vários países do mundo todos, concorreram com esculturas, fotografias, pinturas e design gráfico.
Elas retratam problemas como o aquecimento global e a poluição, mas também apontam para soluções, como o uso de fontes renováveis de energia.
Os vinte semi-finalistas foram pré-selecionados por um júri formado por artistas e ativistas, como o ecologista Philippe Cousteau, neto de Jacques Cousteau.
Os trabalhos foram divulgados no site The Huffington Post em uma galeria aberta e submetidos à votação popular, que escolheu os cinco primeiros colocados.
Os vencedores foram homenageados no Center for American Progress, em Washington DC. Seus trabalhos serão usados em diversas campanhas em defesa do meio ambiente

 

O grego Christos Lamprianidis ganhou o 1º lugar com a fotografia 'No Pollution Please', tirada em Kozani, no norte de seu país

A ideia do pôster 'Air', do boliviano David Criado, foi retratar as altas emissões de CO2 na Terra. Ele ficou em 2º lugar

O vazamento de petróleo da BP - o maior da história dos EUA - foi a inspiração do escultor americano Donald Gialanella, que ficou com o 3º lugar
 
  
A pintura de Emma Varney aborda o impacto da exploração de petróleo nos oceanos 
 
 Fotografia que ficou entre as 20 finalistas mostra uma tormenta na cidade de Anton, no Colorado (EUA). Por Nebraskies
 
 A foto, submetida por Petritap e intitulada "Para onde foram todos?", mostra um pato de borracha em um lago
 
 

Com a obra 'Greenhouse', Adam Pole leva a energia eólica para a Casa Branca para ressaltar a importância das fontes energéticas 'verdes'

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

domingo, 3 de outubro de 2010

Curso de Redação Científica - UNESP

No link abaixo seguem as vídeo-aulas sobre o tema em um curso  EaD pela UNESP, muito interessante, principalmente aos professores...


http://propgdb.unesp.br/redacao_cientifica/


As aulas estão divididas em 4 blocos, vale a pena ver!!!

domingo, 26 de setembro de 2010

Mais uma de Pink Floyd

O tempo:  será tempo passado, futuro, eterno ou tempo perdido daqueles que pensam ter todo tempo do mundo?


Falando nisso...

Quem não conhece o clássico "The Wall", de Pink Floyd?

Recordar... é viver.... direto do túnel do tempo...
Cruzes, parece "chavão global"...


Simpsons - Bart e o TDA

Cenas de um episódio dos Simpsons que satiriza o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) e a indústria farmacêutica por trás dos medicamentos psicotrópicos.




Criamos padrões de normalidade e de moralidade para enquadrar a todos (ou criaram por nós?) , se não funciona a imposição pela lei, pela moral ou pela religião, a este adestramento, façamos uso dos diversos medicamentos da indústria farmacêutica: criamos as loucuras e depois os "remédios" para a cura!

Em sua "Genealogia da Moral", Nietzsche nos traz este processo de adestramento e culpabilidade humana, que encontra em discursos externos as "soluções" pela depressão de sua própria existência: o que outrora foi considerado bem ou mal não tem valor em si de bem ou mal, pode até ter sido a princípio produzido por determinados interesses de um grupo dominante, tese de muitos psicólogos genealogistas da moral, mas na verdade, o que traz esse conjunto de ideais é o "ressentimento": impotentes diante do poder do outro e de sua fraqueza, os fracos produzem discursos e revertem os valores e revelam como bom e abençoados os comportamentos de doutrinamento, o bom homem é o homem domado.
Seguido por diversas gerações, tais ações provocaram  as "doenças" humanas, as incompletudes as negações si mesmo e a servidão voluntária, digamos assim. E para aqueles que tentam culpar o outro a sua tragédia, o sacerdote ascético tem a resposta: existe um culpado: tu mesmo, posto que comete a falta humana de seus ancestrais - o pecado original e demais pecados que precisa redimir e castigar-se a vida toda, aceitando tua condição doente de ser.
Acrescento que, neste aspecto de criação doente da humanidade, a ciência ajuda a corroborar esta ordem, não tem ferramentas de fé tão profundas como a religião (diria Nietzsche), mas enquanto prática de adequação ao discurso e até mesmo como servidora deste modelo político e econômico que vigora atualmente (capitalismo), medica estes doentes da existência que não encontram a liberdade de “suas” ideias fixas, ideias plantadas em sua mente e sustentadas cuidadosamente dia após dia como verdade única, tão única como a outra idéia o é para o outro.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ESTRANGEIRISMO

 Estrangeirismo
Zé Ramalho

Outro dia me convidaram pra ir ao Mc'Donalds comemos X burger
O salao estava, lotado fizemos os pedidos atraves de um tal de , drive tru
Os colegas percebendo a minha irritação disseram:Se tu estiver com pressa eles tem um sistema de delivery maravilhoso
Desacustumado com esse linguajar chamei os 'cabas':vamos s'imbora.
Seguimos pela avenida Henrique Shaumann, onde pude observar um outdor ,que estava escrito China in box
e uma seta indicativa parking ,nós nao paramos por lá nao.
Seguimos mais adiante avistamos um restaurante bonito e luxuoso e na porta de entrada uma luz neon piscando escrita :open.
quando olhei pro chão pude ver um capacho abandonado com a bandeira americana me convidando : welcome
ao adentrar á aquele recinto pude observar na decoraçao
e nas paredes estavam escritas assim :ice cake ,x egg , x burger e fast food.
Eu pensei comigo :Food na Bahia agente usa numa outra situação.
Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul cuja a marca era bud wicer
o camarada que lhe acompanhava com sua long neck Heineken
Do meu lado direito uma loira bonita ,peituda falava pro cabra com uma voz sensual assim :eu trabalho numa relax for men .
e ele pergunta pra ela : fica proximo do motel my flowers ?
e ela disse : nao baby , fica junto a night clube wonderful penetration
a fome aumentava juntamente com a raiva
e eu não sabia seu eu pedia um hot dog ou um simples cachorro quente
'emputecido' mais uma vez com aquela situação chamei os caboclos : vamos s'imbora
Na saída o manobrista nos recebe e nos entraga a chave do nosso possante veículo
um Fusca 68 fabricado em Volta Redonda na época do presidente Jucelino Kubitcheck
ele olha pra mim e me diz :Thank you sur and have good night
e eu usando toda minha simplicidade e educaçao que aprendi no sertão da Bahia ,eu olhei pra ele e lhe disse :
'' Vá pra puta que lhe pariu ''

Eu gostaria de falar com presidente pra cuidar melhor da gente que vive nesse país
nossa gramatica esta tão dividida tem gente falndo happy , pensando que é feliz
Acabaria com esse tal de estrangeirismo que pertuba nossa lígua e muda tudo de vez
e os mendigos que hoje vivem nas calçadas ensinaria ao brasileiro que aqui se fala o português
Sou simples ,sou composto,oculto ,indeterminado ,particípio, eu sou gerúndio ,fônema sim senhor , adjetivo ,predicado , eu sou sujeito , ainda trago no meu peito esse país com muito amor
Sou simples ,sou composto,oculto ,indeterminado ,particípio, eu sou gerúndio ,fônema sim senhor , adjetivo ,predicado ,eu sou sujeito , ainda trago no meu peito esse país sofredor
Lá no centro da cidade quase que morri de fome
tanta coisa ,tanto nome sem eu saber pronunciar é : Fast Food , Delivery , Self Service , Hot Dog , Catchup
Eu só queria almoçar

Lá no centro da cidade quase que morri de fome
tanta coisa ,tanto nome sem eu saber pronunciar é : Fast Food , Delivery , Self Service , Hot Dog , Catchup
Meu Deus onde é que eu vim parar

'' Oxente problem''

domingo, 19 de setembro de 2010

Olha só essa passeata contra a Globo, e nós aqui, o que faremos?

Estudantes protestam contra Rede Globo nas ruas de Imperatriz

Estudantes universitários e de cursinhos, professores e colegas de trabalho do professor  da UEMA Antônio Augusto Frazão,  foram ás ruas na tarde desta quarta-feira protestar contra a Rede Globo de Televisão. O protesto, com direito a gritos de palavras de ordem, é uma das reações da cidade contra a matéria apresentada no último domingo no Fantástico pelo médico ateu Drauzio Varela, sobre as pesquisas dos poderes curativos de extratos da Graviola realizadas em Imperatriz pelo professor.

No  programa o conceituado mestre foi mostrado como um charlatão e não como um acadêmico dedicado de corpo e alma à pesquisa.

Os imperatrizenses também se sentiram ofendidos pelo modo como o “doutor Drauzio apresentou a cidade: uma cidade, segundo ele formada por pobres e analfabetos.

O ato começou na Praça de Fátima e terminou na porta da TV Mirante, afiliada da GLOBO e reuniu cerca de mil manifestantes.

“O ato, foi extremamente respeitoso. O objetivo foi atingido. Chamamos a atenção e externamos nossa indignação com o mal que a TV Globo fez contra a cidade de Imperatriz  contra o Frazão” comentou o professor Marco Aurélio Azevedo, dono do  Cursinho Teorema.


vintum.wordpress.com


 praeumeouvir.blogspot.com


vagnerfabbri.zip.net

Este é só um dos milhares de exemplos... 
sem falar no momento político rede globo, mas esta é outra história...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não podia deixar passar a oportunidade...

O críticos são tão criativos quanto os que estão rolando na mídia, mas o humor é inteligênte e reflexivo, por isso fica na periferia dos meios de comunicação e seus trabalhos não são  divulgados: fazer pensar, e de forma fundamentada  sem manipulações da realidade, é perigoso!
 



Adilson re-escreve o “E agora, José ?” (www.conversaafiada.com.br)

É, José, em Minas dizem assim: “até nunca mais”

O amigo navegante Adilson Filho acaba de compor essa obra-prima do cancioneiro drummondiano:

Prezado Paulo Henrique,

Segue “o poema” E agora José?! ou Canção do dia “pra sempre”
Um abraço

Adilson (E agora?)

E agora, José?!


E agora, José?! (ou Canção do dia “pra sempre”)


E agora, José?

A festa acabou,

a Dilma ganhou

o Índio sumiu,

a Globo mudou..

e agora, José?

e agora, você?


você que é sem graça,

que zomba da massa,

você que fez plágio

que amou o pedágio

e agora, José?


Está sem “migué”

está sem discurso,

está sem caminho..

não pode beber,

não pode fumar,

cuspir não se pode,

nem mesmo blogar?


a noite esfriou,

o farol apagou

o voto não veio,

o pobre não veio,

o rico não veio..

não veio a utopia

não veio o João

tão pouco a Maria


e tudo acabou

o Diogo fugiu

o Bornhausen mofou,

e agora, José


E agora, José ?

Sua outra palavra,

seu instante de Lula:

careca de barba!

sua gula e jejum,

sua favela dourada

sua “São-Paulo de ouro”

seu telhado de vidro,

sua incoerência,

seu ódio – e agora ?


com a chave na mão

quer abrir qualquer porta,

não existe porta;

o navio afundou

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

nem Rio, Bahia, Sergipe, Goiás..

José, e agora ?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa da despedida

e a Miriam tirasse…

se você dormisse,

se você cansasse,

como o leitor do Noblat

se você “morresse”

Mas você não morre,

você é vaso “duro”, José !


E sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem megalomania

Sem Folha, O Globo, Estadão, o Dia..

sem Cantanhede

para se encostar,

sem o cheiro da massa

pra você respirar..


e sem cavalo grego

que fuja a galope,

sem o Ali Babá

pra lhe arranjar algum golpe,

você marcha, José !

José, pra onde?

pra sempre?


E agora, José?

Se quando a festa acabou, o povo falou

que sem você, podia muito mais..

Então, nesse caso: Até nunca mais, José!


ps: O Dia foi só pra compor a rima.

domingo, 12 de setembro de 2010

Robert Fisk e o 11 de setembro

                                                                                      umornatela.wordpress.com

Duas guerras, milhares de mortos…        

9 anos, 2 guerras, centenas de milhares de mortos… E não aprendemos coisa alguma?

Publicado em : 12 de setembro de 2010 às 6:53

10/9/2010, Robert Fisk, The Independent, UK
Tradução de Caia Fittipaldi

O 11/9 nos enlouqueceu todos? Nossa homenagem aos inocentes que morreram há nove anos continua a ser um holocausto de fogo e sangue.

O 11/9 nos enlouqueceu todos? O quanto faz perfeito sentido, de um modo alucinado, enlouquecido, que a apoteose da tempestade de fogo há nove anos seja, hoje, um pregador pirado que ameaça nos ferir com outra tempestade de fogo à moda da queima de livros dos nazistas! E ameaça fazer piras de livros do Corão. Ou a campanha contra uma mesquita a ser construída a dois quarteirões do “marco zero” – como se o 11/9 tivesse sido ataque a cristãos que cultuam Jesus, em vez de ataque contra o ocidente ateu.

Mas, afinal, por que nos surpreender? Basta olhar para outros desses doidos que brotam depois de cada crime contra a humanidade: o semidoido Ahmadinejad; Gaddafi, o pegajoso pós-nuclear; Blair com aquele olho direito de maníaco e George W Bush, com suas prisões negras e torturas e a completamente lunática “guerra ao terror”. E o desprezível que viveu – e talvez ainda viva – numa caverna afegã e as centenas de al-Qaedas que criou, e o mullah Omar caolho – para não falar dos agentes lunáticos das agências de inteligência e da CIA principalmente – que não nos salvaram do 11/9 porque foram muito lentos ou idiotas demais para identificar 19 homens que atacariam os EUA. E lembrem: ainda que o Rev. Terry Jones continue persuadido a desistir de queimar livros do Corão, já há vários outros doidos como ele, de plantão, prontos a assumir seu lugar.
De fato, nesse sombrio 9º aniversário – e deus nos ajude, quando chegar o 10º, ano que vem – o 11/9 parece ter produzido só monstros, nenhuma paz, nenhuma justiça, nenhuma melhor democracia. Destruíram o Iraque – os doidos ocidentais e os doidos da cepa local – e massacraram 100 mil almas, ou 500 mil, ou um milhão; e quem liga? E mataram dezenas de milhares no Afeganistão; e quem liga? E enquanto a praga se espalha pelo Oriente Médio e pelo globo, eles – os pilotos da força aérea e os insurgentes, os fuzileiros e os homens-bomba, as al-Qaedas do Maghreb e do Khalij e do Califato do Iraque e as forças especiais e os garotos do apoio aéreo e os degoladores – degolaram mulheres e crianças e velhos e doentes e jovens e saudáveis, do Indus ao Mediterrâneo, de Bali ao metrô de Londres; que homenagem aos 2.966 inocentes que morreram há nove anos! Em nome daqueles mortos, oferecemos o holocausto que produzimos, de fogo e sangue; e, agora, a sandice do pregador doido de Gainesville.
Essas foram as perdas, é claro. Mas… quem ficou com o lucro? Bem, os mercadores de armas, é claro; e as Boeing e Lockheed Martin e os que vendem mísseis e fabricam aviões-robôs e peças de reposição para os F-16 e os mercenários sanguinários que confiscam terras de muçulmanos em nosso nome. Sobretudo agora, quando já produzimos mais de 100 mil novos inimigos para cada um dos 19 assassinos do 11/9. Os torturadores vivem boa vida, gozando seu sadismo nas prisões negras dos EUA – e seria conveniente que, nesse 9º aniversário, o mundo fosse afinal informado de que há um centro de tortura dos EUA, em pleno funcionamento, na Polônia –, homens (e mulheres, temo) que já aperfeiçoaram as técnicas de sufocamento e afogamento mediante as quais o ocidente guerreia as guerras contemporâneas. E, isso, sem esquecer todos os religiosos fanáticos do mundo, sejam do tipo Bin Laden, ou os barbudos do Talibã, sejam os homens-bomba, sejam pregadores malucos grisalhos de gravata como aquele pregador, o nosso maluco, o de Gainesville.
Mas Deus? Onde entra Deus em tudo isso? Um arquivo de citações sugere que todos os monstros brotados do ou criados no 11/9 são seguidores desse quixotesco redentor. Bin Laden reza a Deus – “que faça dos EUA uma sombra do que é”, como me disse, pessoalmente, em 1997 –, e Bush reza a Deus, e Blair rezava – e ainda reza – a Deus, e todos os matadores muçulmanos e milhões de soldados ocidentais matadores e também o “Doutor” (honorário) “Pastor Terry Jones” e seus 30 (talvez 50, porque, nessa “guerra ao terror” as estatísticas nunca batem) seguidores também rezam a Deus. E o pobre velho Deus, é claro, tem de ouvir todas as rezas cujo coro aumenta durante as guerras. Relembremos as palavras atribuídas a Deus, por poeta de outra geração: “Deus isso, Deus aquilo, e Deus sabe-se lá o quê! Santo Deus! Assim, meu trabalho fica pela metade!” [1] E foi só a Primeira Guerra Mundial!
Há apenas cinco anos – no 5º aniversário dos ataques às torres gêmeas/Pentágono/Pensilvânia – uma aluna perguntou-me, numa conferência numa igreja em Belfast, se o Oriente Médio se beneficiaria por lá haver mais religião. Não!, rugi, na resposta. É preciso menos religião! Deus é assunto de contemplação, não de guerras. Mas – e aqui somos jogados contra os recifes e rochas escondidas que nossos líderes querem que não vejamos, que esqueçamos, que as ponhamos de lado – há, sim, esse inferno de sangue que envolve todo o Oriente Médio. São povos muçulmanos que mantiveram sua fé, enquanto os ocidentais, que os oprimem militarmente, economicamente, culturalmente, socialmente – já perderam qualquer fé. Como é possível?, perguntam-se os muçulmanos. De fato, é soberbamente irônico que o Rev. Jones seja homem de fé, enquanto já não há ninguém à volta dele que tenha qualquer fé. Por isso os nossos livros e documentários jamais falam de muçulmanos versus cristãos, mas de muçulmanos versus “O Ocidente”.
E, claro, há o tabu, o tema de que não se pode falar – o relacionamento entre Israel e os EUA, e o apoio incondicional dos EUA ao roubo de terras, porque Israel rouba terras dos árabes muçulmanos todos os dias –, também está no âmago da crise terrível que assola nossas vidas.
Na edição de The Independent da 6ª-feira, viam-se fotos de uma demonstração no Afeganistão em que os manifestantes gritavam “morte aos EUA”. Mas ao fundo, os mesmos manifestantes carregavam um estandarte negro escrito em dari, com tinta branca. Lá se lia – e nenhum jornal ocidental traduziu – “O regime sionista sanguinário e os líderes ocidentais indiferentes ao sofrimento dos palestinos mais uma vez celebram o ano novo com mais sangue palestino derramado”.
É mensagem de violência terrível – mas prova, mais uma vez, que a guerra em que estamos afundados é disputa também da questão Israel-palestinos. Talvez o “Ocidente” prefira acreditar que os muçulmanos “nos odeiam pelo que somos” ou que odeiem “nossa democracia” (é o que sempre mentiram Bush, Blair e uma horda de políticos mentirosos) – mas o conflito entre Israel e palestinos está no centro da “guerra ao terror”. Porque está. E, porque está, o igualmente vicioso Benjamin Netanyahu, ao reagir às atrocidades do 11/9, disse que ‘o evento’ seria bom para Israel. Israel poderia passar a dizer que, contra os palestinos, lá também se lutava “a guerra ao terror”, e que Arafat – e foi o que disse o hoje semimorto Ariel Sharon – seria “nosso Bin Laden”. Assim, os israelenses puderam atrever-se a dizer que Sderot, sob chuva de mísseis de lata do Hamás, seria “o marco zero israelense”.
Nada disso é verdade. A batalha de Israel contra os palestinos é caricatura fantasmagórica da “guerra do terror” do “Ocidente”, mediante a qual o Ocidente dá apoio ao último projeto colonial do planeta – e aceita os milhões de mortos –, porque as torres gêmeas, o Pentágono e o avião da United voo 93 foram atacados por 19 assassinos árabes há nove anos.
Há uma horrenda ironia no fato de que um dos resultados diretos do 11/9 tenha sido a legião de policiais e agentes e ‘especialistas’ que voaram imediatamente para Israel para aprimorar sua “expertise antiterroristas” com a ajuda de oficiais israelenses que muito provavelmente – nos termos divulgados pela ONU – são criminosos de guerra. Não surpreende que os heróis que fuzilaram o infeliz Jean Charles de Menezes, brasileiro, no metrô de Londres em 2005 estivessem recebendo assessoramento “antiterroristas” dos israelenses.
Ah, sim, já sei o que vão dizer. Que não podemos comparar a ação de terroristas do mal e a coragem de jovens policiais ingleses, homens e mulheres, que defendem vidas inglesas – e sacrificam as próprias vidas – nos fronts da “guerra ao terror”. Não há comparação. Não são “iguais”. “Eles” matam inocentes, porque “eles” são o mal. “Nós” matamos inocentes… por engano. Mas nós sabemos que vamos matar inocentes – aceitamos a evidência de que mataremos inocentes, que nossos atos criarão valas comuns nas quais se enterrarão famílias inteiras dos mais pobres, dos mais fracos, dos mais desamparados.
Por isso inventamos o conceito obsceno de “dano colateral”. Porque se “colateral” significar que aqueles mortos são inocentes, então “colateral” também significaria que os que os assassinam também seriam inocentes. Não queríamos assassiná-los – por mais que sempre soubéssemos que os assassinaríamos. “Colateral” é nossa licença para matar. Essa única palavra faz toda a diferença entre “nós” e “eles”, entre o nosso direito divino de matar e o direito divino de Bin Laden matar. As vítimas, ocultadas como cadáveres “colaterais”, já nem se contam, porque são provas do nosso crime. Talvez lhes tenha doído menos. Talvez morrer por tiro de avião-robô seja morte mais doce, partida mais suave desse vale de lágrimas. Ou, quem sabe, ser cortado ao meio e eviscerado por um míssil AGM-114C Boeing-Lockheed ar-terra doa menos do que voar pelos ares aos pedaços por efeito de uma bomba no acostamento ou de algum cruel homem-bomba que se suicide na rua.
Por isso é que sabemos quantos morreram no 11/9 – 2.966, e o número talvez seja maior – mas nem contamos os mortos que nós matamos. Porque eles – “nossas” vítimas – nem são identificáveis, nem são inocentes, nem são humanos, não têm causas, nem crenças, nem sentimentos; e porque já matamos muito, muito, muito mais gente que Bin Laden e os Talibã e a al-Qaeda.
Aniversários são eventos para jornais e televisões. E parecem ter o mau hábito de se unirem sempre em cenários trágicos. Assim os ingleses comemoram a “Batalha da Bretanha” – episódio cavalheiresco da história dos britânicos – e a “Blitz”, bisavó dos assassinatos em massa, mas símbolo de uma espécie ingênua de coragem –, como lembramos o início de uma guerra que rachou pelo meio a moralidade pública, converteu políticos britânicos em criminosos de guerra, nossos soldados em assassinos e nossos inimigos em heróis da causa contra o Ocidente.
E, ao mesmo tempo em que, nesse tormentoso aniversário, o Rev. Jones prega que se queime um livro intitulado “Corão”, Tony Blair está em campo para vender um livro intitulado “Uma jornada”. Jones disse que o Corão seria “o mal”. Muitos britânicos perguntam-se se o livro de Blair não deveria chamar-se “O Crime”. Não há dúvida de que o 11/9 já virou delírio, se o Rev. Jones consegue atrair a atenção dos Obamas dos Clintons, do Santo Padre e até da ainda mais santa ONU. Aqueles que os deuses querem destruir, os deuses primeiro enlouquecem…
[1] No orig. “God this, God that, and God the other thing. ‘Good God,’ said God, ‘I’ve got my work cut out’. São versos conhecidos na Inglaterra como “a quadrinha da [primeira] Grande Guerra”, de autor desconhecidos, mas atribuídos a J.C. Squire, depois Sir John Squire.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O que FHC tem a ver com a CIA?

                                                                  
  

                                                                                       cronicasdorlando.blogspot.com

“Frances Stonor Saunders: Quem pagou a Conta? A CIA na guerra fria da cultura”
Mal chegou às livrarias, o livro recém-lançado – Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura – já se transformou na ‘gazua’ que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147). FHC facinho
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.




DA SERVIDÃO MODERNA: VOLUNTÁRIA.











sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A pior doença é o preconceito!

E este aparece de diversas formas em em diferentes lugares...

E a ignorância, o que é? Como medi-la?

Inteligência e conhecimento são a mesma coisa?
Saber falar bem, o que significa? Não seria a linguagem mais uma ferramenta de exclusão e divisor de classes? Mais uma ferramenta ideológica?
Aqueles que falam o português estabelecido como correto, são os que mandam, os "anarfa" devem ser subalternos, mas o que é o correto? Correta não seria a linguagem que melhor comunica em um determinado grupo, tendo em vista sua função?




Caso não abra o vídeo acima: http://www.youtube.com/watch?v=r9I_n3Vlq9w